Resposta direta: é possível, mas não é sempre

Em geral, faculdades podem ver ou obter o endereço IP em situações em que sua conexão passa por infraestrutura que elas controlam ou quando você usa um serviço gerenciado por elas. Isso não significa que “sempre” haverá rastreamento, nem que o endereço IP por si só identifique automaticamente quem você é.

Por que o IP pode aparecer

Quando você acessa um site, uma plataforma online ou um serviço pela web, o servidor que recebe a conexão normalmente consegue registrar informações técnicas da sessão, e o endereço IP é uma das referências mais comuns. Além disso, quando você usa redes da própria instituição (por exemplo, em campus), logs da rede podem registrar quais máquinas fizeram conexões em certos horários.

O que muda entre “ver IP” e “rastrear uma pessoa”

“Ver o IP” é diferente de “rastrear uma pessoa com certeza”. Um IP pode ser um indicador de origem da conexão, mas pode mudar (por exemplo, entre redes) e pode ser compartilhado por diversos usuários, dependendo do provedor e do tipo de conexão. Para transformar um IP em uma identificação mais completa, seria necessário cruzar informações adicionais, como registros de acesso, dados internos de autenticação e/ou informações obtidas por solicitações específicas, conforme a legalidade e as políticas aplicáveis.

Limites e exceções que afetam o resultado

O que acontece na prática depende de fatores como: (1) se a faculdade opera a rede ou o serviço que você está usando; (2) se há logs mantidos e por quanto tempo; (3) quais dados são coletados ao autenticar em sistemas acadêmicos; e (4) como seu provedor de internet atribui endereços. Por isso, sem detalhes do cenário específico (qual sistema, qual rede e quais políticas), não dá para afirmar um comportamento único.

Como você pode verificar no seu caso

Você pode checar, de forma objetiva, onde você está fazendo o acesso: se é pela rede da instituição ou por uma plataforma institucional, é mais provável que existam registros do tráfego. Também vale revisar avisos de uso e políticas de privacidade/registro dos sistemas acadêmicos que você utiliza e observar quais informações são solicitadas no login. Se o objetivo é entender o que é registrado, a melhor referência costuma ser a política e a configuração do próprio serviço (e da rede) que você está usando.